O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de participar da Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos, recebeu uma resposta de peso do futebol europeu. Nesta quinta-feira (11), a UEFA anunciou que o profissional de 34 anos será o responsável por comandar a final da Supercopa da UEFA entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
A nomeação ocorre poucos dias depois de Artan ser retirado do quadro de arbitragem do Mundial. O somali desembarcou em Miami para integrar a equipe de árbitros da competição, mas acabou barrado pelas autoridades americanas e precisou retornar ao seu país. O episódio gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre a condução do caso por parte da FIFA.
Segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, a decisão foi tomada devido a “preocupações com a verificação” do árbitro. A entidade máxima do futebol confirmou posteriormente que Artan não poderia permanecer na competição, alegando que questões migratórias são de responsabilidade exclusiva do país-sede.
Considerado um dos principais árbitros do continente africano, Artan vinha sendo apontado como um dos nomes de maior projeção da arbitragem internacional. Sua participação na Copa do Mundo representaria um marco histórico para a Somália, país que nunca havia tido um árbitro atuando em um Mundial.
Em comunicado oficial, a UEFA informou que a escolha de Artan faz parte de um acordo de cooperação firmado recentemente com a Confederação Africana de Futebol (CAF). A iniciativa busca ampliar a integração entre as entidades e promover o desenvolvimento da arbitragem em diferentes continentes.
A partida colocará frente a frente o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa. Além do peso esportivo do confronto, o duelo servirá como palco para um feito inédito na carreira do somali.
Com a designação, Artan se tornará o primeiro árbitro africano a comandar uma grande final organizada pela UEFA. O feito reforça o reconhecimento internacional conquistado pelo profissional nos últimos anos e simboliza uma resposta contundente após sua ausência forçada na Copa do Mundo.
O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, elogiou a trajetória do árbitro e destacou sua experiência mesmo em uma idade relativamente jovem. Para o dirigente, Artan já demonstrou capacidade para atuar nos mais altos níveis da arbitragem mundial.












