terça-feira, 13 de janeiro De 2026

Audi toma Ferrari como exemplo e busca “ser a referência” para rivais da F1 nos próximos anos

Mattia Binotto deu entrevista revelando que se inspira na Ferrari na era Schumacher e planeja brigar por vitórias e títulos a partir de 2030.

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Mattia Binotto, líder do projeto da Audi na Fórmula 1, voltou a falar dos planos de brigar pelo título somente em 2030 e até usou a Ferrari como exemplo, lembrando que Jean Todt e Ross Brawn demoraram para formar uma equipe vencedora. Além disso, fez uma comparação com o futebol, explicando que a mudança da Sauber para o time de fábrica da marca alemã é como “sair da terceira divisão para ganhar a Champions League”.

Vale lembrar que a categoria passa a competir sob um novo regulamento em 2026, o que promete alterar a ordem de forças do grid — e que pode ser, inclusive, uma vantagem para as estreantes. Além de mudanças robustas na aerodinâmica dos carros, as unidades de potência terão a parte elétrica ampliada, passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% dos antigos — e combustível 100% sustentável.

Agora, em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365, Mattia foi questionado se espera, pelo menos, subir no degrau mais alto do pódio antes desse prazo. “Vencer corridas, sim. Estamos mirando lutar por um campeonato em 2030, o que é diferente: tornar-se a referência para o restante do paddock em 2030”, começou.

Mattia Binotto se inspira na Ferrari dos anos 2000 para ser a referência do grid a partir de 2030
Foto: Reprodução/X

” Do ponto de vista da imprensa e fãs, pode parecer um prazo muito longo – eu concordo. Mas, quando olhamos quanto tempo leva para criar bases sólidas, não é tanto assim. É muito desafiador. Se pudermos vencer antes, vamos tentar vencer antes. Mas olhe também para as outras equipes, quanto tempo às vezes leva para construir fundamentos” seguiu.

Vale lembrar que Binotto começou a trabalhar na F1 em 1995, como engenheiro de testes da Ferrari. “Tive a experiência da Ferrari. Jean Todt entrou em 1993 e o primeiro título veio em 1999. Então, fazendo uma conta simples, dá para ver quanto tempo levou com Michael Schumacher, Jean Todt e Ross Brawn”, lembrou.

“Construir uma equipe envolve o número de pessoas e como elas interagem, as ferramentas, os processos, as metodologias, o espaço, a manufatura — há muita coisa envolvida. Muitas vezes comparamos isso ao futebol. A Sauber, como equipe privada, não tem culpa nenhuma; fizeram um bom trabalho. Mas talvez você esteja jogando a terceira divisão e decide que quer ganhar a Champions League”, sublinhou o líder da Audi.

“Não é porque na temporada seguinte o nome passa a ser Audi que você vai ganhar a Champions League. Para vencer a Champions League, é preciso definir a jornada, os planos. E isso leva algumas temporadas”, concluiu.

A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahreinpara mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro.

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