O domínio brasileiro no surfe mundial segue em evidência. Nas últimas 11 temporadas, o Brasil conquistou oito títulos e consolidou a chamada “Brazilian Storm” como principal força da World Surf League. A partir desta terça-feira, os principais surfistas do planeta iniciam mais uma jornada em busca do nono troféu, em uma temporada marcada por mudanças significativas no formato do circuito.
A etapa de abertura será disputada em Bells Beach, na Austrália, enquanto a grande decisão retorna à icônica Pipeline, no Havaí, considerada uma das ondas mais desafiadoras do mundo. O calendário contará com 12 etapas até dezembro, e o campeão será definido por pontos corridos, sem o sistema de Finals adotado nos últimos anos.
- Bells Beach (AUS) – 31 de março a 10 de abril
- Margaret River (AUS) – 15 a 25 de abril
- Gold Cost (AUS) – 30 de abril a 10 de maio
- Raglan (NZL) – 15 de maio a 25 de maio
- El Salvador – 5 a 15 de junho
- Saquarema (BRA) – 19 a 27 de junho
- Teahupoo (Taiti) – 8 a 18 de agosto
- Fiji – 25 de agosto a 4 de setembro
- Trestles (EUA) – 11 a 20 de setembro
- Abu Dhabi – 14 a 18 de outubro
- Portugal – 22 de setembro 1 de novembro
- Pipeline (HAV) – 8 a 20 de dezembro

A principal alteração da temporada é justamente o retorno ao modelo tradicional, utilizado até 2019. Entre 2021 e 2025, o título era decidido em um único dia, com os cinco melhores do ranking disputando o troféu em formato eliminatório. Agora, o surfista que somar mais pontos ao longo de toda a temporada será coroado campeão mundial.
Outra mudança relevante está no formato das baterias. A WSL extinguiu o round de repescagem, o que aumenta a pressão sobre os atletas, já que derrotas passam a significar eliminação imediata. Por outro lado, os competidores voltam a poder descartar seus dois piores resultados ao longo do circuito, estratégia que pode ser decisiva na briga pelo título.
A temporada também traz ajustes no calendário para equilibrar as características das ondas. Atendendo a críticas de surfistas “goofies”, a etapa de Jeffreys Bay foi substituída por Raglan, conhecida por suas ondas para a esquerda, ampliando a diversidade técnica exigida ao longo do ano.
Outro destaque é o peso maior da etapa final. O tradicional Pipe Masters distribuirá 15 mil pontos — acima dos 10 mil das demais etapas —, aumentando as chances de o título ser decidido apenas no Havaí.

O novo formato prevê uma “linha de corte” após nove etapas. A partir daí, apenas os 24 melhores homens e 16 melhores mulheres seguem na disputa pelas fases finais da temporada. Ainda assim, todos os atletas retornam para a etapa decisiva em Pipeline, que reunirá todo o elenco do circuito.
Entre as principais mudanças do circuito de 2026, estão:
- Retorno do sistema de pontos corridos, sem Finals;
- Pipeline como palco da decisão do título mundial;
- Fim das repescagens nas etapas;
- Aumento do número de surfistas no feminino, de 18 para 24;
- Corte após nove etapas, reduzindo o número de competidores;
- Descarte dos dois piores resultados na temporada;
- Etapa final com pontuação superior às demais.
Com um calendário reformulado e regras mais exigentes, a nova temporada promete elevar o nível de competitividade e manter o Brasil como protagonista na elite do surfe mundial.












