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Cidades-sede da Copa nos EUA acusam Fifa de calote de 1 milhão de dólares

As 11 cidades-sede dos Estados Unidos na Copa do Mundo acusam de não realizar o pagamento de 1 milhão de dólares para cada sede, a Fifa ainda não se pronunciou sobre o caso

WASHINGTON, DC - AUGUST 22: U.S. President Donald Trump speaks in the Oval Office while FIFA President Gianni Infantino (2nd R), Homeland Security Director Kristi Noem ( R) and Vice President JD Vance (3rd L) look on August 22, 2025 in Washington, DC. Trump announced the FIFA World Cup 2026 draw will take place at The Kennedy Center. (Photo by Chip Somodevilla/Getty Images)

As 11 cidades-sede dos EUA na Copa do Mundo de 2026 cobram da Fifa o cumprimento de uma promessa feita antes do torneio. A entidade teria garantido um repasse de 1 milhão de dólares (R$ 5,4 milhões) para cada uma delas, com o objetivo de financiar projetos sociais como parte do legado da competição.

Segundo o site The Athletic, a Fifa apresentou a iniciativa como uma “contribuição para o legado” do torneio. No entanto, após o anúncio feito pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, representantes das cidades passaram a questionar quando e como o dinheiro seria repassado.

Apesar das dúvidas, dirigentes da Fifa teriam garantido repetidamente às autoridades locais que realizariam o pagamento. O problema, porém, é que eles teriam feito a promessa apenas de forma verbal, durante reuniões entre membros da entidade e representantes das cidades.

Fifa não fala sobre o caso

A indefinição criou dificuldades para os municípios, que precisam elaborar seus planejamentos financeiros e decidir se incluem ou não o valor prometido pela Fifa em seus relatórios.

Além disso, representantes das cidades-sede disseram ao The Athletic que não entendem por que a entidade ainda não realizou os pagamentos, especialmente porque o orçamento operacional previsto para a Copa do Mundo de 2026 está estimado em cerca de 2,7 bilhões de dólares (R$ 13,8 bilhões).

Procurada pelo site, a Fifa não comentou o assunto.

Por fim, o episódio aumenta a pressão sobre a gestão de Gianni Infantino. A entidade já enfrenta críticas após a proposta de negociar direitos comerciais de suas competições. Embora tenha desistido do projeto, a Uefa afirmou que perdeu confiança no presidente da Fifa e chegou a considerar medidas judiciais contra a organização.

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