O Corinthians voltou a enfrentar dificuldades para cumprir seus compromissos financeiros e atrasou, pelo segundo mês consecutivo, o pagamento dos salários dos jogadores e membros da comissão técnica. Os vencimentos deveriam ter sido quitados até o quinto dia útil de junho, conforme previsto.
Internamente, a diretoria trabalha para regularizar a situação o mais rápido possível e minimizar os impactos junto ao elenco. Apesar do atraso envolvendo atletas e comissão técnica, os demais colaboradores do clube contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) receberam normalmente os salários referentes ao mês de maio.

A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e posteriormente confirmada pela reportagem do ge. O episódio ocorre em meio a um cenário de forte pressão financeira enfrentado pelo clube paulista.
Com uma dívida bruta estimada em R$ 2,7 bilhões, o Corinthians busca alternativas para equilibrar as contas e honrar compromissos de curto prazo. A situação tem gerado desafios constantes para a gestão alvinegra, que precisa lidar com cobranças nacionais e internacionais.
Entre os problemas mais urgentes está a punição aplicada pela FIFA, que impede o clube de registrar novos jogadores. O transfer ban foi motivado por uma pendência financeira junto ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, relacionada à contratação do volante José Martínez, concretizada em 2024.
O valor cobrado pelos norte-americanos gira em torno de US$ 1,5 milhão, montante equivalente a aproximadamente R$ 7,7 milhões na cotação atual. A quitação da dívida é considerada fundamental para que o Corinthians volte a operar normalmente no mercado de transferências.
Além disso, a diretoria mantém negociações com o Talleres, da Argentina, para buscar uma solução referente aos valores ainda devidos pela contratação do meia Rodrigo Garro. A dívida com o clube argentino é estimada em cerca de R$ 42 milhões e representa mais um desafio financeiro para a atual administração.












