A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quinta-feira (5) que um novo procedimento de largada entrará em vigor no GP da Austrália, que abre a temporada 2026 da Fórmula 1.
A fim de proteger os pilotos e garantir uma largada mais segura após as mudanças nos regulamentos técnicos, foram adicionados cinco segundos extras entre o posicionamento do último carro no grid depois da volta de formação e a largada oficial dos pilotos. A medida deve garantir que todos os carros consigam acelerar seus turbos com sucesso.
A novidade já havia sido testada durante a pré-temporada no Circuito de Sakhir, no Bahrein, e foi considerada um acerto da federação por algumas equipes, como a Haas. Por conta disso, a FIA decidiu levar a mudança para o primeiro GP da temporada. Apesar dos elogios, a decisão não havia agradado o chefe da Ferrari, Fred Vasseur, que criticou as alterações no procedimento de largada à época.
Na prática, funciona da seguinte forma: antes das luzes de largada se acenderem, os pilotos receberão um aviso através dos painéis de LED ao longo do grid, que se iluminarão em azul. Este sinal indicará que restam cinco segundos para o início da sequência de luzes e permitirá que os pilotos preparem o turbo, ajustando assim à rotação ideal para o início da corrida.
Inicialmente, a FIA havia anunciado que não haveria alterações no procedimento de largada para 2026, mas, por motivos de segurança, levando em consideração as mudanças nos carros e no regulamento, o órgão voltou atrás.
Novidade deste ano, os carros agora não possuem mais a MGU-H — unidade geradora de motor ligada ao turbocompressor — usada para acelerar o turbo em rotações mais baixas. Dessa forma, o turbo lag, tempo necessário para que a turbina chegue à rotação máxima, foi praticamente eliminado, exigindo que os pilotos mantenham as rotações do motor altas por mais tempo.
O novo procedimento de largada favorece principalmente as equipes que normalmente largam do fundo do grid. Anteriormente, não havia um intervalo definido entre o momento em que o último carro concluía sua volta de formação e o início do procedimento do semáforo, sendo definido pelo diretor de prova. Agora, os motoristas posicionados nas últimas fileiras possuem mais tempo para preparar os turbos.












