Durante reunião do Conselho da FIFA realizada nesta quinta-feira, o presidente Gianni Infantino afirmou que a entidade não possui autoridade para intervir em conflitos geopolíticos. O dirigente ressaltou a expectativa de que os jogos da Copa do Mundo FIFA ocorram conforme o cronograma estabelecido.
Embora o comunicado oficial não mencione diretamente, a declaração faz referência às recentes tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O cenário gerou discussões sobre um possível boicote por parte da seleção iraniana ao torneio, que também será sediado por México e Canadá.

Infantino destacou que, apesar das limitações institucionais, a Fifa busca utilizar o futebol como ferramenta de integração. Segundo ele, a entidade pretende promover valores como paz e diálogo em meio a conflitos internacionais.
A participação do Irã na competição, prevista para começar em junho, segue indefinida. Os jogos da equipe na fase de grupos estão programados para acontecer nos Estados Unidos, incluindo partidas em Los Angeles e Seattle.
Nos últimos dias, autoridades iranianas sugeriram a possibilidade de transferência das partidas para outro país. O embaixador do Irã no México indicou que o território mexicano poderia receber os confrontos, proposta que não é considerada pela Fifa. A posição foi reforçada pelo presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, que confirmou a realização de treinamentos na Turquia e a disputa de amistosos no país.
Apesar das declarações sobre um possível boicote aos Estados Unidos, Taj afirmou que a seleção não pretende se ausentar da Copa do Mundo. Já Infantino reiterou que não há planos para alterações na tabela da competição.
O presidente da Fifa reforçou ainda que a entidade espera que todas as seleções atuem com espírito esportivo e respeito mútuo. Segundo ele, a organização segue focada na definição final das 48 equipes participantes e na realização do torneio dentro do planejamento estabelecido.












