GP da Espanha nega atrasos e garante obras do circuito de Madri “dentro do cronograma”

Luis García Abad, gerente-geral do GP da Espanha, garante que não houve atrasos e as obras para o circuito em Madri está dentro do planejado.

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Daqui cinco meses, a Fórmula 1 estará acelerando na primeira edição do GP da Espanha no novo traçado urbano em Madri. E, com pouquíssimo tempo restante até o fim de semana da prova, os organizadores da corrida deram atualizações sobre as obras que estão sendo realizadas no circuito e garantiu que tudo está dentro do cronograma orginalmente planejado.

Em entrevista ao jornal As, Luis García Abad, gerente-geral do GP da Espanha da F1, detalhou como está sendo conduzido o projeto e quais são as próximas etapas. Abad ainda especificou que a última fase das obras, que fará as instalações finais ao redor do circuito, está programada para começar em junho, três meses antes da corrida.

Ainda assim, Abad garante que tudo está dentro do cronograma e que o tempo nunca foi uma preocupação real para os organizadores da prova em Madri. Em novembro, no entanto, o portal italiano RMC Motori afirmou que as obras estavam atrasadas O site neerlandês GP Blog ainda acrescentou à época que a pista espanhola corria riscos de ser substituída por Ímola em 2026.

Abad, de qualquer forma, rejeitou que o projeto tenha esbarrado em obstáculos e, eventualmente, atrasado.

“A primeira camada de asfalto já foi aplicada até a curva 19, e praticamente tudo já foi concretado. Estamos dentro do cronograma. O tempo nunca foi uma grande preocupação para nós. As construtoras estão trabalhando em ritmo constante e cumprindo os compromissos para concluir o projeto até 30 de maio. Depois, teremos de instalar todo o resto: o asfalto final, as zebras, a pintura, o prédio dos boxes, o paddock — tudo o que for tecnicamente necessário. Além das arquibancadas, que precisamos montar e desmontar. Mas essa fase começa no dia 1º de junho”, explicou.

Abad também exaltou o traçado de Madri, que tem gerado certa preocupação por conta dos estreitos trechos ao redor das ruas da capital espanhola. Ainda assim, o diretor garante que a corrida terá personalidade e será um verdadeiro desafio para os pilotos, algo que enxerga como positivo.

“5,4 km, 22 curvas que passam por onde têm de passar, uma subida de 8,5% rumo a Las Cárcavas, uma descida de 5%, a curva inclinada mais longa do mundial com 24%, de 547 metros. É uma verdadeira loucura, uma corrida que vai ser complicada — e isso também me anima”, elogiou o gerente.

Nira Juanco, diretora de comunicação do GP da Espanha, também vê a corrida com bons olhos e espera que a F1 tenha um novo cartão-postal: a Monumental, uma curva de 550 m de comprimento com uma inclinação extrema de 24%.

“Temos Madrid, mas, do ponto de vista do circuito, estamos convencidos de que a Monumental será um ícone do campeonato. Que, simplesmente ao ver uma imagem pela televisão, você já saberá que se trata de Madrid — como a reta principal de Xangai ou as bandeiras e a torre de Austin. Além disso, será um elemento de dificuldade para os pilotos”, comentou Juanco.

A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami. Já o GP da Espanha vai acontecer entre os dias 11 e 13 de setembro.

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