quinta-feira, 26 de março De 2026

Justiça cobra explicações do Corinthians e alerta para possível intervenção no clube

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O Corinthians foi intimado pela Justiça de São Paulo a esclarecer inconsistências em suas informações financeiras, sob risco de sofrer intervenção judicial. A decisão aponta divergências relevantes nos dados apresentados pelo clube dentro do Regime de Centralização de Execuções (RCE).

O juiz Guilherme Cavalcanti Lamego identificou uma diferença de aproximadamente R$ 149 milhões nas receitas declaradas pelo Corinthians referentes ao mês de fevereiro. Enquanto o clube informou à Justiça um total de R$ 64,2 milhões para cálculo da parcela de março, os próprios demonstrativos indicam receitas de R$ 213,4 milhões no mesmo período.

Diante da discrepância, o magistrado determinou que o clube apresente esclarecimentos detalhados sobre os valores. Ele também advertiu que a eventual resistência no envio de documentos ou a manutenção de inconsistências poderá resultar na nomeação de um observador judicial ou até mesmo de um interventor.

Foto: Marcos Ribolli

A decisão foi publicada pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais na última quarta-feira e amplia a pressão sobre a atual gestão. No dia anterior, associados do clube protocolaram pedido de intervenção, com o objetivo de afastar o presidente Osmar Stabile e nomear um gestor judicial.

O plano de reestruturação financeira do Corinthians envolve atualmente cerca de R$ 450 milhões em dívidas, valor atualizado após a inclusão de juros, correções e novos credores — acima dos R$ 367 milhões inicialmente previstos. Desse total, aproximadamente R$ 200 milhões já estavam em fase de execução judicial.

As pendências abrangem débitos com empresários, fornecedores e jogadores, especialmente relacionados a direitos de imagem. Não fazem parte desse montante as dívidas tributárias nem o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.

Pelo acordo firmado no RCE, o clube terá até dez anos para quitar os débitos, com parcelas progressivas vinculadas às receitas recorrentes: 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano.

Carlos Augusto
Carlos Augusto
Sou jornalista, pós-graduado em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais, com graduação em Jornalismo e formação técnica em Administração. Minha carreira em Comunicação é marcada pelo desenvolvimento de habilidades em pesquisa, apuração de fatos, controle e elaboração de relatórios, além de criação de conteúdo voltado tanto para comunicação externa quanto interna. Ao longo da minha trajetória, atuei no desenvolvimento de pautas e redação de matérias, criação de conteúdo visual e apoio em campanhas de endomarketing. Nessas funções, minha dedicação à precisão e à responsabilidade na transmissão de informações tem sido uma constante.

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