sexta-feira, 20 de março De 2026

Leclerc elogia novos carros da F1 2026 e diverge de rivais sobre regulamento técnico

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As mudanças no regulamento técnico da Fórmula 1 para a temporada 2026 seguem dividindo opiniões no grid. Enquanto nomes como Max Verstappen, Fernando Alonso e o atual campeão Lando Norris criticam as novidades, Charles Leclerc adotou um discurso diferente e elogiou o comportamento dos novos carros, classificando-os como “divertidos de pilotar”.

Piloto da Ferrari, o monegasco reconheceu que algumas situações podem parecer artificiais, especialmente nas disputas diretas. Ainda assim, destacou que a adaptação dos pilotos ao novo sistema tem proporcionado corridas mais dinâmicas.

Segundo Leclerc, parte das críticas está ligada aos novos dispositivos de ultrapassagem e ao uso de energia extra, que aumentam temporariamente a potência, mas exigem gerenciamento rigoroso da bateria. O esgotamento dessa energia pode deixar o piloto vulnerável, favorecendo trocas constantes de posição ao longo das disputas.

– Eu gostei e não parece tão artificial quando se está dentro do carro. Claro, há aquelas ultrapassagens em que é artificial, quando alguém comete um erro com a bateria e a esgota completamente, e aí surge uma enorme diferença de velocidade. Mas sinto que estamos todos nos entendendo um pouco melhor sobre onde não devemos ir e onde podemos tentar arriscar, e isso cria pontos de ultrapassagem muito interessantes – declarou o piloto da Ferrari.

Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

Esse cenário foi visto recentemente no Grande Prêmio da China, quando Leclerc protagonizou um duelo intenso com seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton. Na ocasião, o britânico levou a melhor e terminou em terceiro, atrás do vencedor Andrea Kimi Antonelli, mas o monegasco valorizou a disputa.

Leclerc destacou o caráter estratégico das batalhas, especialmente na gestão de energia e nas tentativas de ultrapassagem em pontos decisivos da pista. Para ele, esse novo componente tático tem enriquecido a experiência dentro do cockpit.

A temporada 2026 trouxe uma série de mudanças estruturais à categoria, incluindo carros menores, introdução de aerodinâmica ativa e maior protagonismo da parte elétrica nas unidades de potência. Esse último ponto, porém, é justamente o principal alvo de críticas.

Entre os mais insatisfeitos, Verstappen tem sido um dos mais incisivos. O piloto da Red Bull Racing aponta que o excesso de gerenciamento de bateria prejudica a essência das corridas. Após abandonar no GP da China, o holandês afirmou que as regras foram aprovadas por quem “não entende de automobilismo”.

Leclerc concorda parcialmente com as críticas, especialmente no que diz respeito ao impacto das mudanças nas sessões de classificação. O piloto admite que o formato atual ainda carece de ajustes para se alinhar melhor ao tradicional padrão da Fórmula 1.

Apesar disso, o monegasco demonstrou confiança na evolução do regulamento e destacou que a FIA já trabalha em possíveis melhorias. A entidade, inclusive, reconhece que o uso de energia ainda não atingiu o nível ideal e avalia ajustes nas regras para equilibrar desempenho e competitividade.

Carlos Augusto
Carlos Augusto
Sou jornalista, pós-graduado em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais, com graduação em Jornalismo e formação técnica em Administração. Minha carreira em Comunicação é marcada pelo desenvolvimento de habilidades em pesquisa, apuração de fatos, controle e elaboração de relatórios, além de criação de conteúdo voltado tanto para comunicação externa quanto interna. Ao longo da minha trajetória, atuei no desenvolvimento de pautas e redação de matérias, criação de conteúdo visual e apoio em campanhas de endomarketing. Nessas funções, minha dedicação à precisão e à responsabilidade na transmissão de informações tem sido uma constante.

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