O Irã desistiu de participar da Copa do Mundo da Fifa, que acontecerá conjuntamente nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho a 19 de julho. A informação foi dada pelo ministro do Esporte do país Ahmad Donyamali à TV estatal iraniana, na manhã desta quarta-feira, 11.
“Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder [Ali Khamenei], sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à televisão estatal.
A declaração do Irã acontece após o presidente da Fifa Gianni Infantino afirmar que a seleção nacional iraniana teria permissão do governo Trump para ir aos EUA, mesmo com a guerra em curso entre os países.
Quem entra no lugar do Irã na Copa
Caso haja uma desistência formal, a Fifa já elabora internamente uma solução. O mais provável é que uma seleção da Confederação Asiática de Futebol (AFC) seja a substituta para garantir o equilíbrio regional.
O Iraque é o país com maior probabilidade de ser admitido. Os iraquianos estão na repescagem internacional, aguardando o vencedor de Bolívia x Suriname para um jogo decisivo em 31 de março.
Caso o Iraque conquiste a vaga na repescagem, o substituto do Irã passaria a ser os Emirados Árabes Unidos, a seleção de melhor ranking na AFC que não conseguiu se classificar.
A terceira opção, porém menos provável, é que a Fifa opte por não substituir o Irã. Assim, o Grupo G ficaria apenas com Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
O que o Irã pode sofrer com a desistência
O Irã pode enfrentar duras sanções da FIFA com a desistência de disputar a Copa do Mundo.
Há um estatuto da Fifa que institui que as federações-membro não podem se retirar unilateralmente de competições internacionais após já terem se classificado.
Segundo o regulamento da Fifa, o país que desistir será multado entre 275 mil euros (R$ 1.6 milhão) e 555 mil euros (R$ 3.3 milhões), dependendo do momento em que a desistência de participar da competição aconteça.
A última vez que uma situação parecida aconteceu foi na Copa do Mundo de 1950, quando França e Índia desistiram de participar da competição por alegarem altos custos de viagem. No entanto, ambos os países não foram punidos pela FIFA.












