Muros da sede do Palmeiras e das bilheterias do Allianz Parque foram pichados durante a madrugada desta quarta-feira (21), após a goleada sofrida pelo Verdão por 4 a 0 para o Novorizontino. Entre os alvos das pichações estão a presidente do clube, Leila Pereira, e o técnico Abel Ferreira.
Alguns dos recados presentes nos muros são “2025 de novo”, “SPAlmeiras”, “time sem vergonha” e “cadê o planejamento?”. Para Abel, o recado foi “Acabou a mágica?”, em referência à goleada sobre a LDU (Equador) na última Libertadores, chamada de “noite mágica” pelo próprio treinador. Outra frase escrita no muro foi “Leila, seu negócio é roubar”, direcionada à mandatária do clube.
Os vândalos que picharam os muros do Allianz Parque foram detidos pela polícia, afirmou o clube. A detenção foi realizada pela polícia militar, diz o Alviverde.
O Palmeiras afirma que está em contato com a polícia civil para identificar e responsabilizar os vândalos pelas pichações no muro do estádio. A Secretaria Pública afirmou que ainda não tem registro da ocorrência. Ao UOL, o Palmeiras informou que abrirá um Boletim de Ocorrência e pretende processar os infratores pela atitude.

Foto: Reprodução de vídeo/ Jogada10
O que Abel Ferreira disse após Novorizontino 4 X 0 Palmeiras
Na entrevista coletiva pós-jogo, Abel Ferreira resumiu a péssima atuação do Palmeiras a “falta de competitividade” e não deu detalhes sobre questões táticas. Como em outras entrevistas, o treinador afirmou que os problemas da equipe foram fruto de “falta de mobilização”.
“Não fomos competitivos. Nós sabemos da responsabilidade que é representar o Palmeiras, mas é um golpe duro. Quando não somos competitivos e nem nos mobilizamos mentalmente para os jogos, esses resultados podem acontecer. Basta olhar a forma como sofremos os gols quatro gols. Se for analisar, não é normal na nossa equipe. Não é normal porque não fomos competitivos. É uma derrota pesada, mas será uma derrota maior se não aprendemos com o que aconteceu aqui hoje”, se limitou a dizer o técnico.
Por fim, o treinador mais uma vez afirmou que “sabe o que faz”, mesmo depois de sofrer a pior derrota em toda a sua passagem pelo Palmeiras: “Sei o que estou fazendo. Sabemos que, em razão dos lesionados, o meio de campo não tem outra forma senão dar oportunidade ao Larson, (Luis) Pacheco, que está muito bem. Na defesa também, já usamos o Arthur (lateral-esquerdo). No ano anterior perdemos muitos jogadores e é agora que temos que ver, não em jogos importantes. É um golpe duro, talvez minha maior derrota até aqui. Que seja um abre olhos para todos”.












