O Palmeiras rescindiu o contrato com a Fictor nesta segunda-feira (2), após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial como consequência da crise em que se envolveu ligada ao Banco Master.
A parceria entre o Verdão e a empresa se iniciou em março de 2025, com um contrato de três anos, renovável por mais um, e que renderia R$ 30 milhões ao clube, sendo R$ 25 milhões fixos, além de R$ 5 milhões em metas.
A Fictor deve R$ 2,6 milhões ao Palmeiras, conforme declarou à Justiça em seu pedido de recuperação judicial. Esse valor se refere ao pagamento da parcela de patrocínio mais recente e de bonificações por resultados esportivos. Os pagamentos deveriam ter sido feitos em janeiro.
Até o início do ano, o segundo maior patrocinador alviverde vinha fazendo depósitos em dia, mas viu os problemas aumentarem recentemente.
A Fictor se tornou personagem no caso do Banco Master, pois em novembro um de seus sócios liderou um grupo com proposta para adquirir o banco. O processo foi suspenso após o Banco Central anunciar a liquidação extrajudicial da instituição.
A patrocinadora do Palmeiras disse que este caso afetou a reputação do grupo “por especulações que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, segundo nota enviada ao g1.
Ainda assim, o grupo argumentou que até o momento não foram registrados atrasos, e a recuperação judicial “visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.
Confira nota do Palmeiras
– A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor – afirmou o clube em nota.












