O Corinthians começa 2026 com uma mudança importante no comando do futebol. Após a saída de Fabinho Soldado, o clube apostou em Marcelo Paz, um dirigente que já chega tomando a frente dos problemas e assumindo responsabilidades em um cenário ainda marcado por instabilidade política e necessidade urgente de organização.
Marcelo Paz não é um nome novo no futebol brasileiro, mas ganhou projeção nacional pelo trabalho sólido e silencioso feito no Fortaleza. Administrador de formação, construiu sua trajetória longe dos holofotes, passando por diferentes funções dentro do clube cearense até se tornar o principal responsável pela gestão do futebol. Foi um dos pilares da transformação do Fortaleza em um clube competitivo, organizado e financeiramente responsável.
Sob sua gestão, o Fortaleza saiu da Série C, se consolidou na Série A e passou a frequentar competições continentais. Mais do que títulos ou campanhas pontuais, Marcelo Paz ficou conhecido por implantar método, planejamento e estabilidade — três palavras que o Corinthians vem buscando há anos.
E é exatamente por isso que ele foi contratado. O Corinthians entendeu que precisava de um perfil diferente. Menos improviso, mais processo. Menos urgência sem direção, mais planejamento. A chegada de Marcelo Paz representa uma tentativa clara de reorganizar o departamento de futebol, integrar melhor a base ao profissional e dar coerência às decisões esportivas.

A saída de Fabinho Soldado abriu espaço para essa mudança de perfil. Marcelo Paz chega com a missão de estruturar o futebol como um todo, não apenas resolver o dia a dia do elenco. Desde os primeiros dias, já passou a participar das principais discussões internas, assumindo protagonismo em temas sensíveis e no planejamento para 2026.
O desafio é enorme. O Corinthians vive pressão constante, cobrança imediata e um ambiente político ainda instável. Mas a diretoria aposta que a experiência de Marcelo Paz em reconstruções e gestão de crise pode ajudar o clube a sair do ciclo de turbulência e voltar a pensar o futebol de forma mais organizada.
Agora, começa o teste de fogo. Marcelo Paz carrega no currículo um projeto vencedor em outro contexto. No Corinthians, a cobrança é maior, o holofote é mais forte e o erro custa caro. Resta saber se o dirigente conseguirá transformar método em resultado e planejamento em respostas dentro de campo.











