Roberto Martínez não é mais técnico da seleção de Portugal. O espanhol confirmou o fim do ciclo em entrevista coletiva após a derrota para a Espanha por 1 a 0, que eliminou os portugueses nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Martínez assumiu a seleção no início de 2023, substituindo Fernando Santos, eliminado nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, no ano anterior. Ele tinha assinado contrato justamente até o torneio deste ano.
– É certo, é meu último jogo com a seleção de Portugal. Agradeço ao povo português, foi um período incrível, um orgulho que não posso descrever. A força, a energia que tivemos de todos. Foi incrível. Levo comigo uma memória para toda a vida.
– Levo comigo uma trajetória marcada pela consistência: o número de gols, o número de pontos conquistados e o trabalho desenvolvido na seleção, onde o tempo para treinar é sempre limitado. Conseguimos implementar nossa ideia de jogo, fazer a equipe evoluir e dar oportunidade para muitos jogadores representarem Portugal. Isso é muito importante.
O espanhol foi o terceiro treinador estrangeiro a dirigir a seleção de Portugal em Copas do Mundo. Antes dele, o feito era apenas dos brasileiros Otto Glória, em 1966, em Felipão, em 2006.
Martínez dirigiu a Bélgica entre 2016 e 2022, liderando uma geração promissora a uma semifinal de Copa do Mundo, eliminando o Brasil em 2018. Sob seu comando, os belgas chegaram à segunda colocação no ranking da Fifa, mas acabaram eliminados na fase de grupos em 2022 e, desgastado, o espanhol acabou demitido.
Com Portugal, Roberto Martínez caiu nas quartas de final na Eurocopa de 2024, nos pênaltis para a França. Depois, levou Portugal ao título da Liga das Nações, também nos pênaltis, ao vencer a Espanha.
Portugal chegou à Copa do Mundo já cercado de especulações sobre quem sucederia o espanhol no comando da equipe após o Mundial. Jorge Jesus, sem clube desde que deixou o Al Nassr, é o principal favorito.
Outro cotado é Sérgio Conceição, com passagem vitoriosa pelo Porto e que também dirigiu Milan, da Itália, e Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Ele é pai de Francisco Conceição, ponta da seleção portuguesa que chegou a ser questionado sobre o tema ainda durante a fase de grupos. Ele se recusou a comentar.
– Acho que este é o fim de um ciclo e é importante que agora exista uma nova voz à frente da seleção. É perfeitamente legítimo que o presidente, o senhor Pedro Proença, escolha o selecionador com quem pretende trabalhar. Respeito totalmente essa decisão. Desde o primeiro dia, o meu objetivo quando cheguei a Portugal foi conquistar a Copa do Mundo. E acredito que, não tendo alcançado esse objetivo, faz sentido encerrar este ciclo.












