O projeto da nova arena do Santos segue sem qualquer avanço. Mais de três meses após a WTorre interromper as negociações, o clube ainda aguarda uma sinalização da construtora para retomar as tratativas e tirar do papel a modernização da Vila Belmiro.
Depois de anos de conversas, as partes chegaram a um consenso sobre o contrato em março deste ano. A minuta recebeu aprovação e o documento ficou pronto para assinatura. No entanto, em abril, a WTorre pediu a suspensão das negociações e, desde então, não apresentou uma nova proposta para dar sequência ao projeto.
Enquanto espera uma definição, o Santos concentra esforços em melhorias na atual Vila Belmiro. O clube reformou as arquibancadas principal e visitante e também planeja intervenções nos camarotes, no Salão de Mármore e em outros espaços do estádio.
A paralisação das tratativas passa pela situação financeira da construtora. A WTorre ainda busca resolver pendências envolvendo o BTG Pactual. Em maio, uma dívida da empresa com o Banco do Brasil foi transferida para uma gestora de crédito ligada ao banco de investimentos, operação que a construtora contesta na Justiça de São Paulo.
Com isso, a expectativa é de que o impasse permaneça por mais alguns meses. Somente após a resolução desse cenário as partes devem voltar a discutir a assinatura do contrato.
O novo estádio do Santos
O projeto prevê uma nova Vila Belmiro com capacidade para aproximadamente 30 mil torcedores, praticamente o dobro da atual. Assim, caso a obra comece, a previsão é de até três anos para a conclusão, período em que o Santos precisará mandar seus jogos fora da Baixada Santista. Entre as alternativas, o Pacaembu aparece como a principal opção para receber as partidas do Peixe.
Em outubro do ano passado, o presidente Marcelo Teixeira chegou a anunciar um acordo com a WTorre em entrevista coletiva. Desde então, porém, o projeto perdeu força e continua sem previsão para sair do papel, enquanto o clube aposta em reformas pontuais para melhorar a estrutura da Vila Belmiro.












