A Seleção Italiana de Futebol volta a enfrentar o fantasma da repescagem para a Copa do Mundo. Ausente das duas últimas edições, a tetracampeã mundial tenta evitar uma terceira ausência consecutiva em meio a um ambiente marcado por desconfiança e forte pressão interna.
Em entrevista ao ge, o jornalista Massimo Franchi destacou o pessimismo que domina o noticiário esportivo no país. Segundo ele, a confiança na classificação é baixa após uma sequência de resultados decepcionantes e a longa ausência em Mundiais desde a participação na Copa do Mundo FIFA 2014.
— Se você perguntar por aqui, todos dirão que não estão confiantes. A sensação é de que a Itália pode ficar fora novamente. Já são 12 anos sem disputar uma Copa — afirmou.

O histórico recente contribui para o cenário de apreensão. A equipe foi eliminada nas repescagens para a Copa do Mundo FIFA 2018, ao cair diante da Suécia, e também para a Copa do Mundo FIFA 2022, quando foi surpreendida pela Macedônia do Norte. Nas últimas Copas que disputou, em 2010 e 2014, a eliminação veio ainda na fase de grupos.
Agora, a Azzurra retorna a um cenário que se tornou recorrente, em meio a um processo de reformulação do elenco e sob cobrança por resultados imediatos. Desde que assumiu o comando da equipe em setembro, o técnico Gennaro Gattuso soma cinco vitórias em seis partidas, mas a recente derrota por 4 a 1 para a Noruega ampliou a desconfiança.
Para o ex-atacante Éder Citadin, que defendeu a seleção italiana entre 2015 e 2017, o momento exige equilíbrio emocional acima de qualquer outro aspecto.
— É um momento em que, mais do que a parte tática ou física, é fundamental trabalhar o mental para deixar os jogadores mais tranquilos — avaliou.
A Itália enfrenta a Seleção Norte-Irlandesa de Futebol nesta quinta-feira, às 16h45 (de Brasília), em Bérgamo, em mais um capítulo decisivo na tentativa de voltar ao maior palco do futebol mundial.












