Dois dias após o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana para o Lanús, torcedores do Flamengo organizaram um protesto no CT do Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (28).
Os rubro-negros manifestaram insatisfação com o momento do clube, exibindo faixas com críticas à diretoria. O meia Carrascalfoi o mais cobrado pelos flamenguistas presentes no local.
Na chegada ao CT, o colombiano teve seu carro “fechado” por torcedores, segundo informações do Paparazzo Rubro-Negro. Durante a manifestação, os torcedores estenderam faixas com mensagens direcionadas aos responsáveis pelo futebol do clube. Entre as frases expostas estavam “Salário em dia, porrada em falta”, “Diretoria amadora”, “Boto incompetente” e “Filipe Luís e suas metodologias”. Os dizeres cobravam mudanças e uma postura considerada mais enérgica dentro de campo.
A manifestação ocorre em meio à pressão por resultados e ao descontentamento de parte da torcida com o desempenho recente da equipe. Os torcedores do Flamengo deixaram o local após a exposição das faixas e a realização dos protestos verbais.

Foto: Paparazzo Rubro-Negro

Foto: Paparazzo Rubro-Negro
Filipe Luís vê pressão aumentar no Flamengo
O momento marca o período mais delicado de Filipe Luís desde que assumiu o comando técnico, em outubro de 2024. Vaiado no Maracanã após a decisão da Recopa, o treinador agora lida com uma crise no ambiente externo. Internamente, a avaliação de que o time “fez um grande jogo” contra o Lanús, dita na entrevista coletiva, não caiu bem. Além disso, integrantes do elenco manifestam incômodo com algumas práticas do dia a dia.
Entre os pontos sensíveis está a forma como o treinador define a equipe. Filipe Luís não costuma repetir um time titular nos treinos e só revela a escalação na preleção, pouco antes das partidas. Na final da Recopa, os atletas souberam quem jogaria apenas momentos antes do aquecimento, o que aumentou o desconforto.
Além disso, outro aspecto citado nos bastidores é a comunicação. Parte do grupo entende que o diálogo se concentra em líderes específicos, como Arrascaeta, Bruno Henrique, Danilo, Jorginho, Léo Pereira e Alex Sandro. Já o restante do elenco tem menos acesso direto ao treinador.
Contudo, apesar do cenário turbulento, a diretoria não sinaliza mudanças imediatas. Aliás, o trabalho de Filipe Luís e de José Boto segue respaldado pela presidência. Bap, que confia no diretor executivo e costuma ouvi-lo nas decisões do futebol, mantém o apoio à atual estrutura.












