A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu banir um truque explorado por equipes equipadas com motores Mercedes e Red Bull/Ford na F1 2026, utilizado especialmente em voltas de classificação para obter ganho extra de velocidade próximo à linha de cronometragem. A atitude foi motivada após questionamentos da Ferrari.
A informação é do portal britânico The Race desta terça-feira (14). A estratégia consistia em contornar a exigência de redução gradual de potência elétrica ao fim da volta — normalmente limitada a uma queda de 50 kW por segundo — permitindo uso máximo da energia por mais tempo. Com isso, era possível alcançar vantagem momentânea entre 50 kW e 100 kW em relação a concorrentes que seguiam o procedimento padrão, reduzindo a potência elétrica do motor
Mesmo representando apenas centésimos de segundo, o ganho era considerado relevante na disputa por posições no grid. O recurso explorava uma brecha no regulamento relacionada ao desligamento do MGU-K por razões técnicas. Esse modo, previsto para situações de emergência, suspende a necessidade de cumprir a redução progressiva de potência.
No entanto, há uma contrapartida: ao ser acionado, o sistema fica indisponível por um minuto, medida pensada para evitar uso estratégico durante voltas competitivas.
O uso da estratégia foi percebido na abertura da temporada, em Albert Park, mas ganhou mais evidência em Suzuka, quando alguns pilotos que usaram o truque tiveram problemas de potência após as voltas rápidas.
Andrea Kimi Antonelli e Max Verstappen enfrentaram dificuldades para manter ritmo em trechos do circuito japonês, enquanto Alexander Albon precisou parar o carro durante uma das atividades.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.












