Após reunião realizada de forma online nesta segunda-feira (20), envolvendo FIA, FOM, chefes da F1 e diretores das montadoras, a entidade que rege o esporte anunciou as mudanças de regulamento que entrarão em vigor na categoria a partir do GP de Miami. Após uma discussão inicial sobre as propostas, a votação decidiu por alterações em quatro cenários: classificações, corridas, largadas e condições de pista molhada.
As mudanças feitas pela entidade vêm na esteira das reclamações que tomaram conta do novo regulamento da F1. Assim, a FIA interveio na quantidade disponível de energia para as classificações e aumentou a recuperação possível pelo super clipping, o que reduz a necessidade do lift and coast.
Além disso, alterações também foram feitas no funcionamento do MGU-K, como forma de controlar as diferenças de velocidade entre os carros e evitar problemas graves de segurança nas largadas. Por fim, a F1 também terá algumas novas diretrizes em relação aos pneus de pista molhada e ao uso da própria energia, pensadas para controlar o torque em momentos de baixa aderência.
Classificação
Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo uma redução na recarga máxima permitida de 8 MJ para 7 MJ, visam reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente em alta velocidade. Essa mudança tem como objetivo reduzir a duração máxima do super clipping para aproximadamente 2s a 4s por volta.
A potência máxima do super clipping foi aumentada para 350 kW, anteriormente de 250 kW, reduzindo ainda mais o tempo gasto em recarga e o trabalho do piloto no gerenciamento de energia. Isso também será aplicado em condições de corrida.
O número de eventos em que limites alternativos de energia mais baixos podem ser aplicados foi aumentado de 8 para 12 corridas, permitindo maior adaptação às características do circuito.
Corrida
A potência máxima disponível por meio do Boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou o nível de potência atual do carro no momento da ativação, se maior), limitando diferenças repentinas de desempenho.
A potência de ativação do MGU-K é mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva ao ponto de frenagem, incluindo zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW em outras partes da volta.
Essas medidas visam reduzir as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.

Foto: Alpine
Largadas
Um novo sistema de “detecção de baixa potência na largada” foi desenvolvido, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem. Nesses casos, o MGU-K será ativado automaticamente para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos relacionados à largada, sem introduzir qualquer vantagem esportiva.
Um sistema de alerta visual associado será implementado, ativando luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados para alertar os pilotos que vêm atrás. Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de apresentação também foi implementada para corrigir uma inconsistência do sistema previamente identificada.
Condições de pista molhada
As temperaturas da camada intermediária dos pneus foram aumentadas com base no feedback dos pilotos, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em pista molhada. O acionamento máximo do ERS será reduzido, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência.
O sistema de iluminação traseira foi simplificado, com indicadores visuais mais claros e consistentes para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que vêm atrás em condições adversas.
As mudanças entram em vigor já a partir da próxima etapa da F1 2026, o GP de Miami, que será disputado entre os dias 1º e 3 de maio.












